É oficial. Moçambique rescindiu o contrato com o consórcio indiano encarregue da reabilitação da linha de Sena.

A empresa estatal Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) reassumiu oficialmente, na passada quarta-feira, a gestão do sistema ferroviário do Centro do país, na sequência da rescisão do contrato com o consórcio indiano Ricon, informou a imprensa moçambicana.

Aquele sistema integra as linhas de Machipanda, que estabelece a ligação com o vizinho Zimbabwe, e a de Sena, entre a província de Tete e o porto da Beira, em Sofala, que estava entregue em regime de concessão ao consórcio Companhia dos Caminhos de Ferro da Beira, liderado pelo consórcio indiano Ricon, constituído pelas empresas estatais Rites Ltd e Ircon International.

O ministro dos Transportes e Comunicações de Moçambique, Paulo Zucula, disse, quarta-feira, em Maputo, que aquele consórcio, que tinha como parceiro minoritário a Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique, falhou em muitas das suas obrigações contratuais e não concluiu os trabalhos nos prazos acordados, para além de não ter sequer mexido na linha de Machipanda.

Por estas razões, segundo o ministro, em Dezembro do ano passado o governo iniciou o processo de rescisão do contrato “que fica hoje formalmente concluído”, “encontrando-se neste momento na Beira uma comissão governamental a receber de volta aquele sistema ferroviário”.

Terminado este processo, prosseguiu o ministro, o governo iniciará a recuperação da linha de Machipanda e melhorará a capacidade da linha de Sena”, essencial para o escoamento do carvão extraído em Moatize, disse Zucula no Parlamento moçambicano, no decurso de uma sessão de perguntas ao governo.

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