Por causa do impacte ambiental, o governo de Moçambique rejeitou a proposta da Riversdale Mining para escoar a produção do carvão de Tete através do rio Zambeze.

À “Reuters”, em contacto telefónico, o ministro dos Transportes de Moçambique, Paulo Zucula, sublinhou que “de quatro em quatro anos temos problemas com o rio Zambeze, que sai das margens e mata pessoas, e se vamos dragar o rio e alargar as margens vamos ter mais problemas”, disse ainda o ministro.

A utilização do rio Zambeze foi sugerida pela Riversdale Mining como alternativa à linha ferroviária de Sena, sem capacidade para escoar toda a produção de carvão de Tete até ao porto da Beira.

A companhia mineira australiana propunha-se, numa primeira fase, transportar dois milhões de toneladas/ano, com o recurso a barcaças, aumentando progressivamente os volumes até aos 12 milhões de toneladas.

Para tal seria necessário proceder à regularização do curso do rio, o que fez com que o projecto ficasse dependente da realização de um estudo de impacte ambiental.

A actual capacidade da linha de Sena está limitada a seis milhões de toneladas/ano, mas o ministro dos Transportes moçambicano garantiu que as empresas mineiras não irão encontrar grandes problemas para escoar o minério, atendendo a que o governo tem planos para reforçar tanto a linha de Sena, como outras linhas de caminho-de-ferro e instalações portuárias.

“O único problema é de calendário, uma vez que o governo está à procura de financiamento para executar os planos existentes”, disse Paulo Zucula, citado pelas “Reuters”, acrescentando que no final do ano corrente a linha de Sena terá uma capacidade de 10 milhões de toneladas/ano e que em 2013 o porto de Nacala começará a ser reparado e duas linhas de caminho-de-ferro a serem construídas.

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