A modernização do troço Covilhã-Guarda da Linha da Beira Baixa, ontem lançada, deverá ficar concluída dentro de 18 meses, mais de dez anos depois da suspensão do tráfego.

O investimento total no projecto de modernização é de cerca de 77 milhões de euros, 52 milhões dos quais respeitantes à obra física, incluindo a construção da Concordância das Beiras, que permitirá a ligação entre as linhas da Beira Alta e da Beira Baixa.

A obra integra, entre outros trabalhos, a renovação integral de 36 dos 46 quilómetros do troço (dez já estão intervencionados), bem como a reabilitação de seis pontes centenárias, a remodelação de estações e apeadeiros, a
drenagem e estabilização de taludes e a iluminação e automatização e supressão de passagens de nível.

A cerimónia de ontem contou com a presença da comissária europeia Violeta Bulc, que comentou a propósito
que investimento na linha férrea é sempre “uma grande notícia para qualquer região”, tendo aconselhado a todos que encarem este investimento como “uma oportunidade de crescimento e de atracção de novos investidores”.

Já o ministro das Infraestruturas salientou a importância da obra para a coesão territorial da região e para a melhoria das ligações a Espanha. “O Interior do país não pode mais ser encarado como as traseiras do Litoral, mas sim como o centro do mercado e do acesso a um mercado de 60 milhões de habitantes”, enfatizou.

No mesmo sentido, o presidente da Câmara Municipal da Guarda, Álvaro Amaro, frisou que a obra não é só importante para as duas cidades que terão a ligação directa através deste troço, mas também para toda a região e para o país.

“Este é talvez o projecto mais importante das próximas décadas, no caso concentro da Guarda, porque é [criar] uma plataforma ferroviária de ligação directa a Espanha e à Europa”, disse, frisando ainda a importância estratégica da obra de concordância entre as linhas da Beira Alta e da Beira Baixa.

 

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