A modernização da Linha do Douro, avaliada em 85 milhões de euros, poderá ser co-financiada por fundos comunitários do Programa 2020, a uma taxa de 85%.

Linha do Douro

O plano de modernização da Linha do Douro, uma das prioridades inscritas no Plano Estratégico de Transportes e Infra-estruturas (PETI 3+), ontem apresentado por António Ramalho, presidente da Infraestruturas de Portugal (IP), já está em curso e deverá prolongar-se por cinco anos.

A electrificação do troço entre Caíde e Marco de Canaveses já foi adjudicada em Maio passado. O investimento previsto de 11 milhões de euros contempla também intervenções em taludes e em algumas estações.

Esta obra é muito importante para a mobilidade na área do Grande Porto, pois permitirá à CP estender o seu serviço suburbano até ao Marco de Canaveses, pondo fim ao transbordo obrigatório em Caíde.

Numa segunda fase, a electrificação da Linha do Douro chegará à Régua, num investimentoo avaliado em 16 milhões de euros e que inclui também a modernização de estações.

Na terceira e última fase, proceder-se-á à modernização do troço entre a Régua e o Pocinho, e também à modernização dos sistemas de sinalização e de comunicações em toda a extensão da linha além de Caide.

Uma fatia importante do investimento, na verdade mais de um terço do volume total previsto, será aplicado no reforço dos taludes. Um imperativo ditado pelo traçado da própria linha férrea, que faz boa parte do seu percurso (e nisso reside muito do seu interesse) talhada na encosta ou debruçada na margem do Douro.

Há cerca de uma semana, um comboio de mercadorias, que circulava vazio, sofreu um acidente na zona da estação do Pocinho, com o descarrilamento de três vagões, causado pelo mau estado dos carris.

 

 

 

Comments are closed.