A Morgan Stanley aproveitou a crise de Covid-19 para tornar-se o terceiro maior accionista da cada vez menos europeia IAG.

Aproveitando a forte quebra das cotações em Bolsa, a companhia norte-americana comprou 66,4 milhões de acções da IAG, num investimento de cerca de 153,3 milhões de euros. Com isso entrou directo para o terceiro lugar entre os maiores accionistas da holding, só superada pela Qatar Airways (que detém 25%) e pela Lansdowne Partners International (que recentemente também aumentou a sua posição para os 5,1%).

A IAG, note-se, é a holding que controla a British Airways, Iberia, Vueling e Aer Lingus.

O sector do transporte aéreo está a ser fortemente afectado pela crise de Covid-19, com reflexos nas cotações em Bolsa e muitas mexidas nas posições accionistas. Mexidas que, no caso da IAG, serão também estimuladas pela decisão da holding de eliminar o limite da participação de accionistas estrangeiros no seu capital, anunciada em meados de Janeiro.

A entrada em cena da Morgan Stanley acontece também num momento em que cada vez mais se especula sobre a possibilidade de os governos nacionais financiarem, ou mesmo renacionalizarem, as suas companhias de bandeira, no caso a British Airways por Londres e a Iberia por Madrid.

 

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