A privatização da CP Carga, prevista para este ano, não está nos horizontes da Mota-Engil, que controla a Takargo, o único operador privado nacional de transporte ferroviário de mercadorias.

Gonçalo Moura Martins, o novo presidente executivo do grupo, sucedendo a Jorge Coelho, afirmou ao “i” que “a única [privatização] que hoje analisamos com potencial interesse é a operação da EGF [a empresa do grupo Águas de Portugal para o sector dos resíduos]”.

Um eventual negócio entre a Takargo e a CP Carga era visto por várias fontes do sector como uma solução interessante. Desde logo porque o mercado português não suportará vários operadores de transporte ferroviário de mercadorias. Mas também porque permitiria à Takargo reforçar as operações domésticas e à CP Carga “dar o salto” para uma verdadeira operação ibérica, ou mesmo além-Pirinéus.

Todavia, a Takargo parece antes cada vez mais empenhada em desenvolver soluções logísticas à escala ibérica, em parceria com a Comsa Rail, na Ibercargo. Apesar de algumas experiências menos bem sucedidas, a empresa estará a preparar o lançamento de novos serviços, para o que estará, inclusive, a contratar maquinistas.

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