A Mota-Engil integra a “short list” de candidatos à implantação da linha de caminho-de-ferro que há-de ligar a Tanzânia, o Ruanda e o Burundi, numa extensão de 1 672 quilómetros.

DIKKM Railway

A Agência para o Desenvolvimento dos Transportes do Ruanda, que está a liderar o processo concursal em nome dos três países envolvidos, anunciou anteontem os nomes das empresas e consórcio pré-seleccionados, na sequência do convite às manifestações de interesse lançado em Julho passado.

A Mota-Engil apresentou-se isolada e terá como concorrentes várias companhias chinesas (e não só) e consórcios que integram gigantes como o Deutsche Bank, a Siemens ou a Alstom. Os integrantes da “short list” serão agora convidados a formalizar as suas propostas.

O projecto em causa é conhecido pelo acrónimo DIKKM, das iniciais das principais localidades que servirá, desde logo, Dar es Salaam na Tanzânia, Kigali no Ruanda e Musongati no Burundi.

Dos 1 672 quilómetros previstos, 172 serão construídos no Burundi, 123 no Ruanda e os restantes na Tanzânia. A via, em bitola UIC, deverá ser projectada e construída para tráfego misto, devendo poder receber comboios de mercadorias de até 2 000 metros de comprimento e 32,4 toneladas por eixo.

A Mota-Engil está envolvida na construção e modernização do Corredor de Nacala, em Moçambique e o no Malawi, num projecto da brasileira Vale.

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