A Mota-Engil será uma das sete empresas que já se candidataram à construção da linha férrea que há-de ligar a região mineira de Moatize ao porto de Macuse, em Moçambique.

Moçambique - Carvão

O prazo para a apresentação de propostas termina na próxima sexta-feira. Até ao momento candidataram-se duas empresas chinesas, duas turcas, uma do Brasil, outra da Coreia do Sul e a Mota-Engil.

A companhia portuguesa, recorde-se, esteve envolvida na recuperação da Linha do Sena e na construção de parte do Corredor de Nacala (nomeadamente no trajecto através do Malawi), em Moçambique.

A linha Moatize-Macuse terá entre 480 e 500 quilómetros de extensão, estando no entanto em curso negociações com o governo moçambicano visando o acréscimo de mais 120 quilómetros, para permitir o acesso a algumas concessões carboníferas existentes em Tete, que actualmente não estão ligadas à rede de caminhos-de-ferro.

O porto de Macuse tem capacidade para receber navios até 80 mil toneladas, o que permite uma maior competitividade em relação ao porto da Beira, que recebe navios de menor calado.

O projecto é detido em cerca de 60% pela Italian Thai Developement Company Limited, da Tailândia, 20% pela estatal Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique e os restantes 20% pelo Corredor do Desenvolvimento Integrado do Zambeze (Codiza).

O “Notícias”, de Maputo, que avança a notícia cita fonte da Thai Moçambique Logística, a entidade responsável pela implementação do projecto e que, curiosamente, tem como “homem forte” o português Pires da Fonseca, ex-dirigente da CP Carga e da Takargo, e que em Moçambique já esteve envolvido nos projectos logísticos de base ferroviária da Rio Tinto

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