O porto fluvial de Yurimaguas, no Amazonas peruano, é a próxima aposta da Mota-Engil para as concessões marítimo-portuárias. Mas os projectos não se confinam ao Peru.

O concurso para a concessão do porto de Yurimaguas já está a decorrer, devendo os interessados apresentar as respectivas propostas até ao final do corrente semestre, adianta o “DE”, citando dirigentes do grupo de António Motas.

A concessão será feita por um período de 30 anos, prevendo-se um investimento de cerca de 40 milhões de dólares. A Mota-Engil candidata-se em conjunto com o grupo Cosmos, o maior operador portuário peruano, numa pareceria a 50-50.

O porto de Yurimaguas situa-se no rio Amazonas. O seu futuro passa por ser uma plataforma giratória para as cargas brasileiras destinadas à Ásia (e que poderão ser escoadas pelo porto de Paita), ou para as exportações asiáticas destinadas ao Brasil. Para tal, o porto ficará na confluência de duas importantes vias rodoviárias. Sendo que a entrada/saída das mercadorias no Pacífico poderá ser feita pelo porto de Paita.

Em Paita, a Mota-Engil prevê para Julho próximo o arranque das obras de expansão, num investimento de 130 milhões de dólares. Prevê-se a construção de 300 metros de cais, o aumento dos fundos para -13 metros e a aquisição de um pórtico de cais e de equipamentos de movimentação de contentores em parque.

A concessão detida pela JV da Mota-Engil arrancou em Outubro de 2009. Nesse ano, o porto de Paita movimentou 115 908 TEU, tendo crescido para os 126 466 TEU em 2010.

Para além do Peru, o grupo português está atento aos mercados africanos e brasileiro. Em Angola, a Mota-Engil já controla a maior empresa de cabotagem do país e espreita futuras concessões portuários, nomeadamente no Lobito.

Em Moçambique, a principal aposta do momento é no transporte ferroviário, através da STM, uma parceria com a estatal CFM. Trata-se de um terminal rodo-ferroviário, cuja actividade poderá vir a ser dinamizada com a exploração do carvão de Moatize.

O Brasil é outro mercasdo-alvo assumido, mas no caso o momento não será o mais oportuno dado o “boom” da economia local, que tende a encarecer os investimentos no sector marítimo-portuário.

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