O Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM) avisa que a greve anunciada para 12 de Agosto terá consequências mais graves do que as sentidas em Abril.

“O Governo e a ANTRAM tentam esconder, mas a greve do dia 12 vai ter repercussões muito mais graves das do passado mês de Abril, pois esta greve está convocada e vai afectar todas as tipologias de transporte de todos os âmbitos”, refere o sindicato dos motoristas, em carta aberta enviada às Redacções.

O sindicato avisa que, além dos combustíveis, a próxima greve afectará também o abastecimento às grandes superfícies, à indústria e serviços, podendo “faltar alimentos e outros bens nos supermercados”.

A indústria, avisa o SIMM, “vai sofrer graves perdas e grandes exportadoras como a Autoeuropa correm o risco de parar a laboração”.

Entretanto, foi já marcada para depois de amanhã, dia 24, uma reunião na Direcção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT), para planificar os serviços mínimos.

O pré-aviso dos sindicatos dos motoristas (SIMM e SNMMP) para a greve com início em 12 de Agosto propõe serviços mínimos de 25% em todo o território nacional, enquanto na greve de Abril eram de 40% apenas em Lisboa e Porto.

O secretário de Estado da Energia disse, no passado dia 18, em entrevista ao “Dinheiro Vivo” e à “TSF” que “o Governo está preparado para o que vier a acontecer” na eventualidade de uma greve geral de camionistas, acrescentando que está já a ser preparada “uma rede de abastecimento de emergência” com um mês de antecedência.

No dia seguinte, 19, o ministro do Ambiente reforçou a ideia dizendo que o ministério preparou “um plano muito robusto”, que “nunca tinha sido preparado” e “vai muito além da rede de postos”, já que “tem todo um
sistema logístico por detrás de abastecimento de postos”.

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