Os motoristas de matérias perigosas iniciam este sábado uma greve ao trabalho extraordinário, fins de semana e feriados, até ao dia 22, convocada pelo SNMMP.

A greve foi anunciada pelo presidente do SNMMP, em resposta “à intransigência da ANTRAM em não aceitar” os “princípios básicos e legais” que os motoristas consideram essenciais “como ponto de partida para a mediação negocial”, explicou Francisco São Bento.

Entre os considerandos para a convocação da greve “cirúrgica”, o responsável sublinhou a exigência do pagamento “das horas extraordinárias acima das nove horas e meia de trabalho diário” e de que as mesmas “sejam pagas de acordo com o que se encontra tipificado na lei”.

Os motoristas de matérias perigosas exigem ainda “um aumento do subsídio não inferior a 50 euros”, para pôr fim à greve ao trabalho suplementar.

Uma vez que o SNMMP e a ANTRAM não chegaram a acordo sobre os serviços mínimos a assegurar durante a greve, o Governo aprovou na passada quarta-feira o despacho que estipula os serviços a assegurar aos sábados, domingos e feriados. O sindicato disse-se “estupefacto” com a amplitude do decidido pelo Executivo.

A greve que agora se inicia sucede-se à paralisação de Agosto, que motivou a requisição civil dos grevistas e o recurso às forças militares e de segurança para assegurarem os abastecimentos.

O SNMMP é o único sindicato a manter o “braço de ferro” com a ANTRAM. A FECTRANS continua a negociar a actualização do CCT assinado no ano passado, e o SIMM, que chegou a estar envolvido na paralisação de Agosto, decidiu retomar as negociações com as transportadoras.

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