Os motoristas de mercadorias perigosas vão para a greve dia 23. E podem ter a companhia dos motoristas de mercadorias.

Greve pode juntar dois sindicatos de motoristas

O Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM) admite aderir às greve convocada pelo SMMP, dos motoristas de matérias perigosas, caso a ANTRAM não “mude de postura”.

ANTRAM e SIMM têm uma reunião agendada para a próxima segunda-feira, mas uma fonte do sindicato admitiu ao “Notícias ao Minuto” avançar com um pré-aviso de greve para dia 23, quando se iniciará a paralisação dos motoristas de matérias perigosas.

O SIMM, recorde-se, contesta o CCT acordado entre a ANTRAM e Fectrans no final do ano passado, e que agora está em fase de revisão.

Chegar aos 1200 euros em três anos

Como anunciado ontem, o sindicato dos motoristas de matérias perigosas entregou ontem novo pré-aviso de greve, a partir do próximo dia 23 e por tempo indeterminado.

“Não há qualquer fim à vista para a greve, depende das negociações”, afirmou à “Lusa” o presidente do SNMMP, Francisco São Bento.

A nova greve foi motivada pelo comunicado da ANTRAM em que a associação dos transportadores de mercadorias anunciava um princípio de acordo sobre um salário base de 700 euros.

“A ANTRAM fez um comunicado oficial na sua página onde menciona q

ue o salário teria 700 euros de valor base a assentar nos trâmites em vigor no actual contrato colectivo de trabalho. Não foi isso que ficou em cima da mesa e
considerámos que há aqui uma quebra de confiança negocial, e decidimos avançar com a greve”, explicou Francisco São Bento.

O pré-acordo entre patrões e sindicato dos motoristas, segundo o presidente do sindicato, era de um salário de 1 200 euros, a atingir de forma gradual no prazo de três anos, e não de 700 euros.

 

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