Sem acordo entre ANTRAM e sindicatos dos motoristas, o ministro das Infraestruturas garante que os serviços mínimos serão “muito satisfatórios”.

ANTRAM e sindicatos dos motoristas mantêm desacordo

Como se antevia, ANTRAM e sindicatos dos motoristas não chegaram a acordo, ontem, sobre a definição dos serviços mínimos a cumprir durante a greve anunciada para ter início a 12 de Agosto. A entidade patronal queria garantidos 70% dos serviços, os sindicatos propuseram 25%.

A partir daqui, o Governo terá dez dias para fixar os serviços mínimos. Questionado a propósito, o ministro das Infraaestruturas garantiu que o Executivo está “a trabalhar” na questão da greve dos trabalhadores dos transportes rodoviários e que os serviços mínimos “serão numa dimensão muito satisfatória”.

Falando durante uma visita às oficinas da EMEF no Entroncamento,  Pedro Nuno Santos afirmou não ter “a menor dúvida” de que será alcançada essa “dimensão satisfatória” de serviços mínimos.

Questionado sobre se, ao contrário do que sucedeu na greve de Abril, será decretada a requisição civil para todo o país, o ministro afirmou que o Governo se está “a preparar” e que “nos momentos certos se saberá”. Tentando não empolar a situação, Pedro Nuno Santos sempre acrescentou que o Governo intervirá nesta como em outras áreas, já que o Estado deve “assumir as suas responsabilidades” em todas elas.

Entretanto, a APETRO anunciou estar a preparar medidas para minimizar os efeitos da greve dos motoristas, partindo das “lições” aprendidas com a greve de Abril.

Já a ANAREC pediu que seja garantida a segurança dos motoristas que não adiram à greve convocado pelo SNMMP e pelo SIMM.

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