Sem acordo entre ANTRAM e SNMMP, caberá agora ao Governo fixar os serviços mínimos para a greve dos motoristas de matérias perigosas.

Terminou como começou, sem acordo, mais uma reunião-maratona entre a ANTRAM e o SNMMP, agora para fixar os serviços mínimos para a greve dos motoristas de matérias perigosas anunciada para 7 a 22 de Setembro. Uma greve que afectará apenas o serviço extraordinário e aos fins de semana e feriados.

No final do encontro, o presidente do SNMMP disse que “na teoria houve acordo, mas, na prática, não deu para perceber o nível de serviços mínimos que nos foi pedido relativamente aos sábados”.

“Uma vez que não há forma nem de o sindicato conseguir verificar, nem de a própria ANTRAM ter noção dos níveis de serviços mínimos que são necessários, decidimos deixar ao [Governo] a decisão sobre os serviços mínimos”, referiu Francisco São Bento.

Já o porta-voz da ANTRAM, André Matias de Almeida, salientou o acordo sobre a necessidade de serviços mínimos (que não existia no início da reunião), mas reconheceu o desentendimento sobre a sua fixação precisa.

Caberá agora ao Governo determinar que serviços terão de ser assegurados enquanto durar a greve.

Recorde-se que a anterior paralisação dos motoristas de matérias perigosas tornou evidente que o normal abastecimento não é garantido sem o recurso a trabalho extraordinário.

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