Sábado, os motoristas de matérias perigosas do SNMMP voltam à greve. Hoje ficaram-se a saber-se os serviços mínimos decretados pelo Governo.

O Governo fixou hoje os serviços mínimos que os motoristas de matérias perigosas em greve terão de cumprir entre 7 e 22 do mês corrente. A greve afectará apenas as horas extraordinárias e o trabalho aos fins de semana e feriados, mas na prática as instalações consideradas prioritárias não deverão sentir os seus efeitos.

Na verdade, durante a greve será “assegurado a 100% o transporte e abastecimento de combustíveis e matérias perigosas destinados ao funcionamento dos hospitais, serviços de emergência médica, centros de saúde, unidades autónomas de gaseificação (UAG), clínicas de hemodiálise e outras estruturas de prestação de cuidados de saúde, nomeadamente associadas a actividades de medicina transfusional, de transplantação, vigilância epidemiológica, cuidados continuados e cuidados domiciliários”, refere o comunicado do Governo hoje divulgado.

Mas não só. Aos sábados, domingos e feriados, os grevistas terão ainda de trabalhar as horas necessárias para garantir o abastecimento normal de várias instalações consideradas críticas. Assim:

• Transporte e abastecimento de combustíveis e matérias perigosas destinados ao funcionamento dos hospitais, serviços de emergência médica, centros de saúde, unidades autónomas de gaseificação (UAG), clínicas de hemodiálise e outras estruturas de prestação de cuidados de saúde, nomeadamente, associadas a actividades de medicina transfusional, de transplantação, vigilância epidemiológica, cuidados continuados e cuidados domiciliários, incluindo o transporte de gases medicinais ao domicílio, nas mesmas condições em que o devem assegurar em período homólogo;

• Abastecimento de combustíveis a instalações militares, serviços de proteção civil, aeródromos (que sirvam de base a serviços prioritários), bombeiros e forças de segurança, nas mesmas condições em que o devem assegurar em período homólogo.

• Durante o mesmo período de greve, o SNMMP e os trabalhadores com a categoria de motorista que adiram à greve devem prestar como serviços mínimos, aos sábados, as horas de trabalho necessárias à realização do abastecimento de combustíveis destinados aos portos e aeroportos, nas mesmas condições em que o devem assegurar aos sábados, em período homólogo

Antecipando possíveis dúvidas e resistências da parte do SNMMP e dos motoristas ao cumprimento dos serviços mínimos, o comunicado do Executivo fixa ainda que “Entende-se por abastecimento as operações de carga, transporte e descarga asseguradas usualmente pelos motoristas”.

Comments are closed.