O terminal de contentores de Alcântara, no porto de Lisboa, concessionado à Liscont, movimentou no ano passado 207 317 TEU, o que representa um crescimento homólogo de 5,6%.

Porto de Lisboa

A informação foi avançada pela Eurogate, o grupo germânico parceiro da Tertir no capital da Liscont.

O terminal alfacinha foi, de resto, o que teve melhor comportamento relativo entre os que compõem o portfolio da Eurogate, descontado o caso de Wilhelmshaven, que no ano de arranque efectivo cresceu mais de 500% (e superou logo os 426 mil TEI).

Note-se que o resultado da Liscont foi afectado – não se sabe ao certo em que medida – pela greve dos trabalhadores portuários na capital, que motivou o cancelamento de escalas ou mesmo a suspensão de operações (como aconteceu com a Maersk Line e a Hapag-Lloyd).

Em termos globais, a Eurogate encerrou 2015 com 14,5 milhões de TEU movimentados, ou seja, menos 2% (ou cerca de 300 mil TEU) que em 2014.

Portugal foi o mercado com a melhor performance relativa. Na Alemanha, a produção da Eurogate avançou 1,5% para os 8,2 milhões de TEU (com Bremerhaven a recuar 4,3% para os 5,5 milhões de TEU e Hamburgo a crescer 1,9% até cerca dos 2,3 milhões de TEU). Itália recuou 5,5% para os 4,8 milhões de TEU, Marrocos caiu 9,1% para os 1,2 milhões de TEU e a Rússia afundou 17% para a casa dos 85 mil TEU.

Comentando os resultados, o presidente executivo da Eurogate lembrou o contexto dífícil de 2015, que deverá manter-se em 2016 e salientou a aposta na operação dos mega-navios de mais de 18 000 TEU: foram mais de 200 no ano passado.

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