O Ministério Público está a investigar alegadas fraudes fiscais das empresas transportadoras de mercadorias denunciadas pelo sindicato dos motoristas de matérias perigosas.

O Ministério Público deu seguimento à queixa apresentada contra empresas transportadoras de mercadorias de alegadas fraudes fiscais, adianta o “Público”.

Em causa estarão pagamentos “por debaixo da mesa” aos motoristas, com isso reduzindo os encargos das empresas (e dos motoristas) com a Segurança Social e o IRS (no caso dos motoristas).

A queixa foi feita depois de várias empresas transportadoras terem interposto uma providência cautelar contra a recente greve convocada pelo SNMMP.

Segundo o presidente do sindicato dos motoristas de matérias perigosas, Francisco São Bento, a alegada fraude fiscal poderia atingir “cerca de 300 milhões de euros anuais”.

Ao “Público”, a ANTRAM garantiu não ter “conhecimento objectivo de situações de fraude ou fuga ao fisco ou Segurança Social como as que foram alegadas” e considerou que, a existirem, serão “sempre a exceção e não a regra, ao contrário do que pretendem inculcar os queixosos”.

A Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) já terá realizado mais de 600 inspecções a transportadores de mercadorias, não apenas de combustíveis, tendo daí resultado cinco participações-crime, acrescenta o “Público”.

 

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