A MSC é a última companhia a anunciar para 1 de Julho um aumento generalizado de fretes nas ligações entre a Ásia e a Europa. No entretanto, os principais índices internacionais mostram uma redução das tarifas de transporte naquelas linhas.

O aumento anunciado pela MSC será de 500 dólares/TEU e aplicar-se-á a todas as cargas embarcadas no Japão, Coreia do Sul, China, Hong Kong, Taiwan, Singapura, Indonésia, Tailândia, Vietname, Malásia e Bangladesh e destinadas ao Norte da Europa, Reino Unido, Báltico, Mediterrâneo Ocidental e Oriental, Adriático, Mar Negro e Norte de África.

A companhia helvética sublinhou entretanto que a sobretaxa de época alta, prevista para ser aplicada desde o início do corrente mês, e que seria de 350 dólares/TEU, continua adiada.

Além da MSC, também a OOCL, a UASC, a Zim, a CSCL e a Cosco já avisaram o mercado da intenção de aumentarem os fretes no Ásia-Europa a partir do próximo mês.

Resta saber se serão bem sucedidas. É verdade que o valor das tarifas deu um salto significativo na sequência dos aumentos implementados pela generalidade dos operadores em Março. Mas a tendência perdeu entretanto força, quer pelo aumento da oferta de capacidade, quer pela debilidade da procura.

Disso dão mostras os principais índices. Na semana passada, o World Container Índex (WCI) marcou uma quebra de mais 66 dólares, para 3 229 dólares/FEU, no Xangai-Roterdão, e uma baixa de 154 dólares, para 3 467 dólares/FEU no Xangai-Génova.

No mesmo sentido, o Shanghai Containerised Freight Índex marcou uma quebra de 32 dólares no Ásia-Norte da Europa, fixando-se nos 1 634 dólares/TEU, enquanto no Ásia-Mediterrâneo a quebra foi de 29 dólares para 1 738 dólares/TEU.

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