No espaço de uma semana, a Maersk Line acrescentou 180 mil TEU à sua carteira de encomendas de porta-contentores. Insuficiente para ultrapassar a MSC, número dois mundial em oferta de capacidade, garante a Alphaliner.

A MSC mantém a liderança neste “campeonato” particular, com encomendas para 50 navios, com uma capacidade global de 537 886 TEU, equivalentes a 28% da sua frota actual, de 1,9 milhões de TEU.

Mas a Maersk Line está agora muito mais perto, depois de ter confirmado a encomendas de dez navios “Triple-E”, de 18 mil TEU cada. A sua carteira de encomendas deu um salto para os 61 navios e, mais importante, para os 496 798 TEU, ou 22,8% da sua capacidade actual (2,2 milhões de TEU).

O terceiro no ranking das encomendas é a Cosco, com 38 navios e 313 mil TEU. Mas a Cosco é apenas o oitavo operador mundial, com cerca de 545 mil TEU.

A CMA CGM, número três mundial, tem encomendados 260 mil TEU, em 25 navios. A Hanjin Shipping tem contratados 225 mil TEU. A APL aguarda a entrega de cerca de cerca de 204 mil TEU.

Se nada de extraordinário ocorrer entretanto, a Maersk Line e a MSC, números um e dois mundial no transporte marítimo de contentores, deverão reforçar assim, significativamente, as suas quotas de mercado, em termos de capacidade, colocando cerca de um milhão de TEU entre elas e a CMA CGM.

A Maersk é número um mundial desde 1996, tendo atingido o pico de quota de mercasdo, nos 18,3%, em 2005, na sequência da compra da P&O Nedlloyd. Actualmente controla 14,5% da oferta de capacidade de navios porta-contentores.

Ao contrário da “CI”, que há cerca de uma semana dizia estar a MSC à frente da Maersk Line, a Alphaliner sustenta que o armador dinamarquês continua número um, mesmo descontando os 215 mil TEU operados pela Safmarine, MCC Transporte e OACL. A vantagem, diz, é de 54 mil TEU.

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