A MSC tornou-se hoje a primeira companhia a anunciar o fim das operações de / para o Irão, na sequência de decisão de Donald Trump de retirar os EUA do acordo nuclear.

No comunicado em que dá conta da decisão, o armador helvético refere que colaborará com os clientes ao longo do tempo de transição anunciado pelos EUA para minimizar as roturas nos negócios.

Apesar de não aceitar mais reservas para operações com origem ou destino no Irão, a MSC especifica que continuará a assegurar o transporte de algumas cargas durante o período de transição, nomeadamente importações de produtos alimentares.

A MSC retornou ao Irão na sequência do acordo nuclear assinado em 2015. Agora, o presidente norte-americano anunciou a retoma das sanções, num prazo de seis a nove meses, dependendo do tipo de negócios.

O embargo aplicar-se-á não apenas às empresas norte-americanas mas também a todas aquelas que operem nos EUA ou tenham relações com o seu sistema bancário.

Crescimento da IRISL em dúvida

Na sequência do acordo de 2015, também a IRISL, a companhia de navegação nacional do Irão, retomou as operações internacionais e iniciou um processo de expansão da frota que agora pode estar em risco.

No final de 2016, a IRISL encomendou à HHI quatro navios de 14 500 TEU. O primeiro deveria ter começado a operar no passado 25 de Abril, mas continua fundeado ao largo de Busan, segundo a Alphaliner. O segundo tem entrega prevista para 6 de Junho próximo. Ambos deveriam ser alinhados no serviço Far East-Middle East Gulf.

Os dois navios restantes, ainda segundo a Alphaliner, têm as entregas programas para o próximo mês de Agosto.

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