Depois da Maersk, também a MSC anunciou um segundo aumento de tarifas entre o Extremo Oriente e a Europa. Serão mais 400 dólares/TEU, a partir de 1 de Abril.

Já a partir de hoje, a MSC propõe-se cobrar mais 750 dólares/TEU nos mesmos tráfegos. Tal como a Maersk. A que se juntam, com aumentos anunciados sempre acima dos 500 dólares/TEU, a CSCL, Evergreen, OOCL, HMM, UASC, Hapag-Lloyd, CMA CGM, MOL, Zim, APL, K Line, Hanjin,…

Os analistas, porém, estimam que os aumentos reais se ficarão pela metade ou pouco mais. O que ainda assim atirará os fretes para os 1 200-1 300 dólares/TEU, contra os 700-800 dólares/TEU praticados no mercado spot em Fevereiro.

A Alphaliner prevê igualmente que ao longo de Março as tarifas voltem a ceder um pouco, antes do novo aumento anunciado pelos números um e número dois mundiais do sector. A que deverão juntar-se outros operadores.

A subida dos fretes no FE-Europa é fundamental para a generalidade dos operadores, mas mais ainda para aqueles que têm uma maior exposição àquele mercado. De acordo com a Alphaliner, a UASC lidera esse ranking, com 54% da sua capacidade alocada àquele tráfego. A Maersk tem uma exposição de 34%, a MSC de 27% e a CMA CGM de 36%, só para citar os maiores operadores mundiais.

A capacidade em impor e sustentar o aumento dos fretes dependerá muito da evolução do mercado, e também da disciplina na gestão da oferta de espaço. Desde Junho do ano passado, os operadores cortaram 14% na capacidade, mas a Alphaliner prevê que boa parte seja reposta no Verão, com o lançamento de novas rotações e a entrada ao serviço de novos navios de grandes dimensões.

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