A MSC não pretende operar com navios de 18 mil TEU, garantiu ao “Lloyd’s List” o presidente da companhia, Gianluigi Aponte.

Actualmente a MSC detém uma quota de mercado de 12,6% no transporte marítimo de contentores, tendo sido a companhia que mais investiu em novos navios ao longo do último ano. A Maersk continua sendo a número um, mas cedeu 0,5% de quota de mercado, tendo passado de 15% para 14,5%.

Os dinamarqueses estarão em vias de colocar uma encomenda de navios de 18 mil TEU (avaliada em dois mil milhões de dólares), com isso abrindo uma nova era no sector e dando um “salto” na sua capacidade. A MSC, porém, não pretenderá seguir-lhe os passos.

Gianluigi Aponte garantiu ao “Lloyd’s” que apenas está interessado em navios até aos 14 mil TEU. Até porque, sublinhou “para nós, sermos o número um não é nada importante. O que é importante é sermos rendíveis – altamente rendíveis”.

A MSC já opera com sete navios de 14 mil TEU e, de acordo com os analistas do mercado, deverá colocar mais 14, com capacidades entre os 12 500 e os 14 mil TEU, nas linhas Ásia-Europa ao longo deste ano.

O MSC Livorno é o último dos sete navios de 14 mil TEU a entrar ao serviço, e esteve anteontem em Sines, naquela que foi a sua primeira escala europeia, proveniente de Singapura.

O navio, que opera no “Lion Service”, tem um comprimento total de 356,5 metros, uma boca de 51,2 metros e um deadweight de 151 115 toneladas.

Com a escala do MSC Livorno, o Terminal XXI faz o pleno, até ao momento, das viagens inaugurais dos motherships da MSC, confirmando-se como um (poucos) terminais europeus capazes de operar navios que requerem fundos de -16 metros e pórticos de cais super post-panamax.

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