A MSC critica o estudo da Transport & Environment (T&E) que a coloca no top dez dos emissores de CO2 da Europa, e garante que está entre as melhores do sector.

Numa resposta ao estudo divulgado esta semana pela T&E, a MSC defende que o seu programa de melhoria da frota resultou numa redução de 13% nas emissões de CO2 por transporte, entre 2015 a 2018. A companhia salienta, além disso, que as mais recentes adições à frota – com o maior porta-contentores do mundo, o MSC Gülsün, à cabeça – têm ainda menor pegada de carbono por projecto, de 7,49 gramas de emissões de CO2 por tonelada de carga / milha náutica.

Na informação divulgada, a MSC indica que apoia o sistema de monitorização, relatórios de emissões e documentos de conformidade (MRV na sigla em inglês), conforme exigido pela legislação da UE. A companhia salienta, no entanto, que é vital que os dados brutos relatados no sistema sejam analisados ​​com precisão e levem em conta as realidades operacionais. Ao invés, o relatório da T&E oferece uma análise “incompleta” desses dados, sem fornecer uma imagem precisa das emissões do sector de transporte marítimo.

A companhia reclama que o seu Indicador Operacional de Eficiência Energética (EEOI) da MSC está entre os mais baixos do sector. O relatório da T&E classificou a MSC como a terceira companhia marítima mais eficiente, com base na eficiência operacional real. No entanto, o número 19.92 incluído no relatório difere de forma significativa dos dados da própria MSC (realizados por entidade terceira), que eram, em 2018 de 14,56.

“O cenário regulatório em evolução e as expectativas crescentes de clientes, partes interessadas e investidores apresentam desafios para o sector do transporte marítimo de mercadorias, mas também são uma força positiva que impulsiona o progresso e cria uma mudança em direcção a um negócio ainda mais sustentável”, indica o comunicado da MSC.

A companhia reafirma que continua a apoiar totalmente a descarbonização do sector, reconhecendo que são necessárias grandes inovações, especialmente em tecnologias de combustível e motorizações, para mudar o transporte para um futuro sem carbono.

 

 

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