A parceria operacional entre a MSC e a CMA CGM terá especial impacto nas ligações entre o Extremo Oriente e o Norte da Europa, onde só a Maersk detém uma maior oferta de capacidade.

As contas são da Alphaliner e reportam a 1 de Dezembro. Juntas, a MSC e a CMA CGM controlarão 22% da oferta de capacidade no FE-Norte da Europa. Mais, só a Maersk oferece: 26%. Seguem-se à dupla agora anunciada a CKYH/UASC, com uma quota de 18%, a Grand Alliance, com 12%, a New World Alliance, também com 12%, e a CSCL/Evergreen/Zim, com 11%.

Numa nota de research elaborada ainda antes de a MSC dar a conhecer os primeiros pormenores sobre a nova oferta no FE-Norte da Europa, a partir de Março, a Alphaliner estima que a parceria operacional deverá apoiar-se sobretudo nos porta-contentores da companhia helvética.

E justifica: até ao final de 2015 a MSC deverá deter 57 navios de entre 12 500-16 000 TEU (dos quais 24 ainda não foram entregues pelos estaleiros), enquanto a CMA CGM apenas terá uma dezena (e três ainda estão por construir). A cooperação poderá, assim, passar pela cedência de navios da MSC à CMA CGM. Com isso, a MSC garantirá “trabalho” para os seus megacarriers, ao passo que a CMA CGM conseguirá concretizar os seus planos de crescimento sem investir em novas construções.

De acordo com o comunicado da MSC emitido ontem, a partir de Março haverá três novos serviços entre o Extremo Oriente e o Norte da Europa, sendo que dois serão operados pelas CMA CGM envolvendo 11 navios de 14 000 TEU e outros 11 de 11 400 TEU.

A parceria operacional da MSC-CMA CGM deverá mexer com as outras alianças existentes no FE-Norte da Europa, prevê ainda a Alphaliner. Mas, pelo menos no imediato, não deverá ter impacte na tendência depressiva dos fretes praticados naquela linha.

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