A MSC e a Hapag-Lloyd, a par da DNV GL, poderão juntar-se à Coligação Chegar ao Zero, onde já estão outros gigantes, como a Maersk, a Lloyd’s Register e a Citi.

Anunciada na recente Cimeira da Acção Climática da ONU, em Nova Iorque, a Coligação Chegar ao Zero integra líderes dos sectores marítimo, de energia, infra-estruturas e financeiro e é apoiada por membros de governos e organizações intergovernamentais. O sei objectivo é atingir, até 2030, a descarbonização total do transporte internacional de mercadorias.

A meta está intimamente alinhada com a estratégia da IMO de reduzir até 2050 as emissões totais de gases de efeito estufa (GEE) em pelo menos 50% face aos níveis de 2008. Desde a Coligação Chegar ao Zero salientam que isso só será possível tornando os navios de emissões zero comercialmente viáveis até 2030.

É que, explicam, a vida útil das embarcações é de 20 ou mais anos, o que significa que os navios que entrem na frota mundial por volta de 2030 poderão estar ainda operacionais em 2050. Além disso, as infra-estruturas associadas às cadeias de abastecimento duram até 50 anos e a reconfiguração para novos combustíveis pode ser um processo demorado.

O transporte marítimo suporta cerca de 80% do comércio global e representa 2-3% das emissões globais de GEE anualmente. Prevê-se que as emissões cresçam entre 50% e 250% até 2050 se nenhuma acção for tomada.

A Coligação Chegar ao Zero adiciona um nível ainda maior de pressão e escrutínio à indústria naval para descarbonizar e também força os concorrentes a colaborarem. Actualmente, integra cerca de 60 companhias e organizações, contando com o apoio de 11 governos.

 

 

 

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