A MSC e a Ryanair estão no top dez dos maiores emissores de CO2 europeus elaborado pela Transport & Environment. Pior só mesmo as centrais a carvão.

Em 2018, os navios da MSC emitiram 11 milhões de toneladas de CO2, de acordo com os cálculos realizados pela federação ambientalista europeia Transport & Environment (T&E). Um resultado que lhe garante o oitavo lugar no ranking europeus dos maiores poluidores, acrescenta a organização. O top 10 é fechado pela Ryanair, que emitiu 9,9 milhões de toneladas.

Mas o estudo da T&E concentra-se nas emissões do transporte marítimo. Para defender a inclusão do sector no Esquema Europeu de Comércio de Emissões, tal como já foi proposto pela nova comissária europeia dos Transportes.

Olhando para o transporte marítimo de contentores, a T&E elaborou um ranking dos dez mais emissores de Co2 na Europa. A lista é liderada pela MSC, seguida pela Maersk, CMA CGM e Hapag. Nos lugares imediatos surgem a Cosco, ONE, Evergreen e Yang Ning. Unifeeder e X-Press fecham o lote.

Com base nas estatísticas oficiais da UE, o estudo da T&E apurou que os navios que navegam com destino e partida da Europa emitiram mais de 139 milhões de toneladas de CO2 em 2018. Tratasse-se de um país europeu e seria o oitavo maior emissor de CO2 da UE.

Em defesa da inclusão do sector do transporte marítimo no comércio de emissões, a T&E destaca ainda o impacto das emissões de CO2 a nível nacional.

No caso de Portugal, a organização calcula emissões anuais de 2,9 milhões de toneladas de CO2 por parte dos navios que escalam os portos nacionais. Um valor que supera as emissões os 2,8 milhões de toneladas emitidos conjuntamente pelos  automóveis registados (em 2013) nas cidades de Lisboa, Sintra, Vila Nova de Gaia, Porto, Cascais, Loures, Braga e Matosinhos.

Portugal será, de resto, o quinto país europeu com maiores emissões associadas ao transporte marítimo de combustíveis fósseis, sustenta a T&E. 

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