Os trabalhadores da CP Carga já vão receber os salários de Janeiro sem os cortes aplicados às empresas públicas. Mas apenas em Fevereiro, porque não houve tempo para processar os acertos.

CP Carga

A privatização da CP Carga só foi formalizada no passado dia 21 mas os novos donos entenderam reportar a 1 de Janeiro o fim dos cortes salariais. Numa carta dirigida aos trabalhadores, o responsável da MSC Portugal, Carlos Vasconcelos, explicou que “a empresa entende que essa situação deve ser reposta com efeitos a 1 de Janeiro, ou seja, os referidos cortes cessam a 1 de Janeiro”. Assim, reforçou, “o vencimento do mês de Janeiro não terá quaisquer cortes salariais”.

Na mesma nota aos trabalhadores, Carlos Vasconcelos adiantou que “na impossibilidade de processar os vencimentos de Janeiro sem os referidos cortes, os valores correspondentes aos referidos cortes serão processados juntamente com o vencimento de Fevereiro”.

A decisão da MSC foi conhecida no dia em que trabalhadores da CP Carga voltaram a concentrar-se em protesto contra a privatização da transportadora ferroviária de mercadorias.

Na próxima terça-feira, a nova administração da CP Carga vai reunir-se com o Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário (SNTSF), que promete não desistir de alertar para o negócio “prejudicial” da venda da empresa.

Há dias, em entrevista, Carlos Vasconcelos voltou a garantir que a MSC não projecta despedimentos para a CP Carga e que, ao contrário, admite serem necessárias novas contratações.

Os planos da MSC para a “nova” CP Carga apontam para torná-la líder ibérica no transporte ferroviário de mercadorias, primeiro, para depois levar a companhia a toda a Europa, alavancada pelos tráfegos de contentores da MSC.

Na citada entrevista, Carlos Vasconcelos insistiu no que já dissera, no ano passado, no Seminário de Transporte Ferroviário do TRANSPORTES & NEGÓCIOS: que todos os tráfegos/contratos são para manter e que não será por falta de meios que não se realizarão quaisquer transportes.

 

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