Carlos Vasconcelos diz desconhecer iniciativas semelhantes da MSC no mundo. A “sua” MSC Portugal lançará em Setembro, em parceria com a ENIDH, um curso de shipping e logística, dando assim início à Academia MSC.

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“Gostaríamos que os nossos futuros quadros proviessem todos da Academia”, referiu Carlos Vasconcelos ao TRANSPORTES & NEGÓCIOS, a propósito do que é que motiva esta iniciativa da empresa.

O curso de shipping e logística promovido conjuntamente pela MSC Portugal e pela Escola Náutica Infante D. Henrique foi ontem apresentado. Terá uma duração de 440 horas (cerca de 36 semanas) e destinar-se-á a licenciados da ENIDH, colaboradores da MSC ou profissionais do sector do shipping e da logística ou que nele pretendam ingressar. Para os profissionais os requisitos de admissão “serão definidos brevemente”.

O “curriculum” foi determinado “em conjunto pela ENIDH e pela MSC”, tendo em conta o objectivo de promover “uma formação adicional direccionada para o transporte contentorizado e a logística, com uma forte componente prática, centrada na actividade do agente de navegação”, justificou o administrador da MSC Portugal.

Também por isso, as aulas serão ministradas nas instalações da ENIDH mas numa sala própria e em ambiente MSC, com os sistemas informáticos e programas que a companhia utiliza no seu dia-a-dia.

De resto, “os custos da Academia são suportados pela MSC, com excepção dos vencimentos dos professores da ENIDH”, disse Carlos Vasconcelos ao TRANSPORTES & NEGÓCIOS. “Os professores externos são suportados pela MSC”, acrescentou.

“Esperamos que a Academia constitua um elo de ligação entre a Escola e a Empresa, que seja uma referência para os jovens que pretendam ingressar na actividade do shipping e da logística, que ofereça aos jovens uma oportunidade de reforçar os seus conhecimentos e de ganhar competências práticas.

“Gostaríamos que os nossos futuros quadros proviessem todos da Academia e que esta fosse um marco de excelência e de qualidade no sector, para benefício de todos quantos a ele estão ligados: trabalhadores, empresas e organismos públicos”, resumiu Carlos Vasconcelos.

No primeiro ano o objectivo é formar 50 alunos, a quem será atribuído o competente certificado de formação profissional reconhecida.

 

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