No ano passado, a MSC foi o sétimo maior poluidor europeu, de acordo com o polémico índice elaborado pela T&E. A Ryanair foi a oitava, num top 10 dominado pelas centrais a carvão.

Em vésperas de o Parlamento Europeu discutir e votar a inclusão do transporte marítimo no regime de comércio de emissões, a organização ambiental Transport & Environment (T&E) divulgou o ranking actualizado dos dez maiores poluidores europeus, com a MSC a subir para o sétimo lugar (era oitava no ranking de 2018).

A Ryanair também surge no ranking e a subir duas posições, tendo passado do décimo para o oitavo lugar.

A primeira divulgação do ranking, em Dezembro do ano passado, foi prontamente contestada pela MSC, que se assumiu como campeã da descarbonização. Agora, o cenário repete-se.

PE vota inclusão no comércio de emissões

O Parlamento Europeu debate, hoje e amanhã, se inclui o transporte marítimo no regime de comércio de emissões (ETS, em inglês) da União Europeia.

A medida é vista como uma maneira de regular o impacto climático do sector, ganhando espaço à IMO na liderança do debate “verde” marítimo. Bruxelas pretende reduzir a pegada ecológica do transporte marítimo adicionando-a ao ETS, que força os emissores a comprar licenças de carbono quando poluem. A votação crucial está marcada para amanhã.

O Executivo da UE já deixou claro o seu desejo de que o transporte marítimo contribua para o esforço de um bilião de euros para alcançar uma economia “neutra em termos climáticos” até 2050. O transporte marítimo representou 4% do total de emissões de CO2 da UE em 2018, o equivalente à pegada de carbono total da Bélgica.

A intenção de adicionar o transporte marítimo ao ETS vai contra os planos da IMO de desenvolver as suas próprias medidas (ainda por especificar) para reduzir pela metade a produção de gases de efeito estufa do sector até 2050, em comparação com os níveis de 2008.

Várias  organizações globais de transporte apoiaram no último ano planos para lançar uma taxa de carbono de vários biliões de dólares para promover a adopção da tecnologia de transporte verde.

“O mercado de carbono da UE arrecadará os muito necessários fundos para uma tecnologia de transporte marítimo mais ecológica, mas isso não é suficiente para limpar o sector. (…) Para alcançar a descarbonização total até 2050, o transporte europeu deve melhorar a sua intensidade de carbono em mais de 40% entre agora e 2030”, comentou Faig Abbasov, responsável pela área de transportes na T&E.

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