A MSC anunciou hoje que não utilizará as rotas do Ártico. Diego Aponte considerou o degelo “profundamente perturbador”.

Depois da CMA CGM e da Hapag-Lloyd, a MSC é a mais recente das grandes companhias de transporte marítimo de contentores a rejeitar utilizar as rotas do Ártico, cada vez mais acessíveis à navegação por força do degelo.

A companhia helvética disse-se “convencida de que os 21 milhões de contentores movimentados a cada ano para os nossos clientes podem ser transportados à volta do mundo sem passarem pelo corredor do Ártico”

A MSC reafirmou a sua aposta em “melhorar a performance ambiental nas rotas comerciais globais existentes” e desafiou a indústria “a focar os esforços em limitar as emissões poluentes e em proteger o ambiente marinho”.

Os novos gigantes de 23 mil TEU, garante a companhia, têm a menor pegada de carbono do mundo, emitindo apenas 7,49 gramas de CO2 por cada tonelada movimentada numa milha náutica.

O aquecimento global tem acelerado o degelo polar, tornando mais fácil a navegação nas águas geladas do Ártico. A Passagem do Nordeste, por exemplo, encurta substancialmente o tempo de trânsito entre o Extremo Oriente e o Norte da Europa.

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