A Naviera Armas recebeu “luz verde” da Concorrência espanhola para comprar a Trasmediterránea, contra a cedência de duas rotas à FRS.

O negócio, anunciado em Outubro de 2017, será fechado nas próximas semanas, por 260,4 milhões de euros.

A cedência das rotas Motril-Melilla e Huelva-Canárias visa evitar uma potencial posição dominante no mercado, com reflexos negativos na concorrência.

A Acciona fechou a venda da Trasmediterránea 16 anos após a sua compra (quando, em 2002, esta foi privatizada pela SEPI). A alienação surge no âmbito da estratégia da Acciona de focar-se em três áreas de negócios: infra-estruturas de transporte, água e energias renováveis.

A Trasmediterránea é, segundo a Acciona, a maior companhia de navegação de Espanha e uma das maiores da Europa. Tem uma frota de 21 navios, com os quais opera 32 rotas entre a Espanha continental, Baleares, Canárias e cidades do norte da África.

A Trasmediterránea facturou 426 milhões de euros e obteve um lucro operacional (EBITDA) de 45 milhões no ano passado. A companhia transportou 2,5 milhões de passageiros (+1,6%),  6,05 milhões de metros lineares de carga rodada (+4,8%) e 612 046 veículos (+6,3%).

FRS começa a operar em Julho

A FRS assumirá no princípio de Julho as ligações entre Motril e Melilla e entre Huelva e as Ilhas Canárias até agora operadas pela Naviera Armas.

Curiosamente, os serviços serão operados com navios fretados à Armas, no caso o Volcán de Tauce e o Volcán del Teide.

Para a FRS, a assumpção destas duas rotas reforça a sua posição no estreito de Gibraltar e alarga a actuação às Canárias.

 

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