A Signature Living, que em 2018 adquiriu o paquete Funchal, entrou em falência. O navio, fundeado em Lisboa desde 2015, poderá acabar na sucata.

Definitivamente, parece cada vez mais comprometida qualquer hipótese de o Funchal voltar a navegar como navio de cruzeiros. A britânica Signature Living, que em 2018 o adquiriu, por 3,9 milhões de euros, com o objectivo de o transformar num hotel & beach club, sucumbiu agora a dívidas de 113 milhões de libras esterlinas.

De acordo com a imprensa britânica, já este ano a empresa terá tentado vender o Funchal, mas sem sucesso. Os elevados encargos inerentes à transformação e recuperação do navio,  acrescidos das contas a pagar pela prolongada imobilização em Lisboa, deixam poucas hipóteses para além de uma possível venda para desmantelamento.

Os planos da Signature Living apontavam para a transformação do navio num hotel com 632 camas, que levaria os turistas britânicos desde Liverpool até às praias de Ibiza, Marbella e Maiorca.

O Funchal, recorde-se, integrou a frota da CIC e, depois da falência daquela, foi comprada pela Portusline Cruise, que nele investiu milhões para o modernizar. Mas também a empresa de Rui Alegre acabou na falência, com o paquete a ficar imobilizado no porto de Lisboa a partir de 2015, e ali se mantendo.

 

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