O facto de os mega-navios estarem a crescer mais em largura do que em comprimento representa um constrangimento à resposta dos portos na movimentação das cargas e pode prejudicar a produtividade das operações.

Maersk-Mckinney-Algeciras

O aviso é deixado pela Drewry Maritime Research. Que lembra, a título de exemplo, que um porta-contentores de 18 000 TEU oferece mais 150% de capacidade que um navio de 7 400 TEU mas é apenas 25% mais comprido.

Isso significa – sublinha a Drewry – que, ao contrário do que à primeira vista se poderia supor, o número de pórticos de cais colocados a operar cada navio não pode crescer de forma proporcional à dimensão das embarcações.

E, mais, e mais importante, que quantas mais filas (à largura…) de contentores se acrescentam nos navios, maior tem de ser o alcance da lança dos pórticos, e mais longe  têm eles de ir para carregar / descarregar os contentores a bordo. Daí resultando um menor número de movimentos por hora.

Para atingir o objectivo do sector de realizar 6 000 movimentos em 24 horas, um porta-contentores de 19 000 TEU necessitaria de oito guindastes a operá-lo, com um produtividade de 280 movimentos por hora. Segundo a Drewry Maritime Research, 3 000 a 3 500 movimentos em 24 horas é uma performance mais realista.

 

 

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