Depois do SEF, a Sanidade. Os agentes de navegação voltam a denunciar o aumento dos custos imputados aos navios que aportam aos portos nacionais. Aparentemente sem resposta.

Desde o início do ano, as escalas de navios de carga nos portos nacionais podem custar até 29% mais do que no ano passado. No caso dos navios de cruzeiros, com passageiros desejosos de desembarcar, os aumentos são ainda superiores.

Tudo por causa das subidas das taxas praticadas pelo SEF, primeiro, e, mais recentemente, pela actualização das taxas da Sanidade. Neste último caso, os aumentos constam do já “célebre” decreto-lei que actualizou também os preços das vacinas e outros. E como eles são justificados com a necessidade de actualizar preços muito antigos.

Ao TRANSPORTES & NEGÓCIOS, o director executivo da Agepor sublinha que “para um navio de médio porte, entre os 1 000 e os 5 000 GT, que são a maioria dos que escalam os portos nacionais, o aumento pode atingir os 400 euros por escala”.

Belmar da Costa acrescenta ainda que, quer no caso do SEF, quer no da Sanidade, os aumentos aplicados “não têm qualquer correspondência na prestação de mais ou de melhores serviços”.

Confrontada com mais este aumento, a Agepor escreveu de novo ao Primeiro Ministro, tentando alertá-lo para a situação e pedindo a sua intervenção. O facto é que a primeira emissiva, enviada a propósito dos aumentos d SEF, não obteve qualquer resposta, lembra o director executivo da associação.

Os agentes de navegação temem agora que atrás destes aumentos “novas taxas, directas ou indirectas” venham a ser aplicadas “pelas muitas entidades com interferência nos portos, navios e cargas”, diz Belmar da Costa.

O que é certo, desde já, na óptica da Agepor, é que “estas medidas contrariam a estratégia governamental de incentivo às exportações, porque as torna mais caras”. Além de irem em “contra-ciclo com a anunciada aposta na Economia do Mar e no sector marítimo-portuário”, conclui aquele executivo.

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