As negociações entre os operadores e os trabalhadores portuários de Lisboa estão num impasse, com as duas partes divididas sobre as progressões na carreira e a gestão da actividade portuária, reconhece o Ministério do Mar, em comunicado.

Porto de Lisboa

As negociações para um novo CCT dos trabalhadores portuários de Lisboa iniciaram-se em Janeiro e foram prolongadas, no final de Março, por mais 20 dias. Nova reunião estava agendada para anteontem e ontem o ministério de Ana Paula Vitorino divulgou, em comunicado, um balanço do processo que é também uma assumpção de um certo fracasso e um apelo a “que as partes consigam ultrapassar, no mais curto prazo de tempo, este novo impasse, num momento crucial para o desenvolvimento do Porto de Lisboa e para o desenvolvimento da região e do país”.

No comunicado, o ministério elenca os progressos alcançados, nomeadamente os acordo sobre prestação de trabalho suplementar e sobre o ingresso no sector e os “compromissos em matérias como o reingresso no sector, as tabelas salariais, bem como as cláusulas pecuniárias acessórias”.

Aparentemente insanáveis serão as divergências “quanto à forma de progressão na carreira (se baseada no mérito ou efectuada de forma automática), nem sobre a organização e o planeamento da actividade portuária (se feita por trabalhadores portuários ou pelos responsáveis pela gestão portuária)”.

O comunicado do ministério de Ana Paula Vitorino é, no entanto, omisso quanto ao prosseguimento, ou interrupção, das negociações.

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