O sector transitário em Portugal cresceu no ano passado, em volume de negócios e em número de empresas. A tendência de aumento da actividade deverá manter-se este ano e no próximo, prevê a Informa D&B.

 

Número de empresas (a) 345
Facturação (milhões de euros) 1475
Concentração (quota de mercado conjunta em valor)
  • Cinco principais empresas (%)
21,4
  • Dez principais empresas (%)
35,0
Estrutura media de custos (%) (d)
Facturação (% var. 2015/2014) +3,5
Previsão de evolução da facturação (% var. 2016/2015) +3,4

As empresas transitárias em Portugal facturaram 1 475 milhões de euros no ano passado, mais 3,5% do quem em 2014, de acordo com o estudo sectorial “Empresas Transitárias” da Informa D&B. A consultora aponta como causas deste crescimento a evolução positiva do comércio externo português, a deslocalização produtiva e a crescente externalização das actividades logísticas.

“A melhoria gradual da economia e o aumento das trocas comerciais com o exterior têm repercussões positivas na actividade das empresas transitárias a curto e médio prazo”, refere o comunicado. A Informa D&B prevê, por isso, que a tendência de crescimento da procura se mantenha em 2016 e 2017.

Em 2016, o volume de negócios do sector deverá avançar 3,4%.

Concorrência pressiona rendibilidade

Este crescimento de mercado não terá, porém, reflexo de igual intensidade na rendibilidade. “Apesar da evolução favorável das receitas, é expectável uma elevada actividade concorrencial, em consequência do forte poder de negociação dos clientes, factor que dificulta o aumento significativo da rentabilidade das empresas”, avisa a consultora.

Segundo a Informa D&B, em Dezembro de 2015 estavam inscritas no IMT 345 empresas com licença administrativa para o exercício da actividade transitária em Portugal, mais 23 do que em 2013. Os distritos do Porto e de Lisboa concentram 80% desse total.

O tecido empresarial do sector continua atomizado. Cerca de 60% dos transitários contam menos de 10 trabalhadores, e um terço emprega entre 11 e 50.

Mas a Informa D&B assinala uma tendência de concentração do mercado. A quota conjunta dos cinco principais operadores situou-se nos 21% em 2014, enquanto os dez principais já controlaram uma participação de 35%.

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