A NOL/APL, número sete no ranking mundial de transporte marítimo de contentores, pretende colocar mais encomendas de navios porque os seus responsáveis antevêem uma escassez de oferta dentro de alguns anos.

“Olhem para a carteira de encomendas, para a dimensão dos navios que entrarão ao serviço em 2013 e 2014, não são muitos navios. É melhor que haja mais algumas encomendas de navios porque não haverá tonelagem suficiente para satisfazer a procura”, disse o CEO da Neptune Orient Lines, numa entrevista, na sede da companhia.

As afirmações de Ronald Widdows surgem poucos dias depois de a Maersk ter confirmado a encomenda de pelo menos dez navios de 18 000 TEU. Um movimento que levanta dúvidas junto de alguns analistas do mercado, mas que o CEO da NOL relativiza. “Não tem influência nas dinâmicas que afectam o sector no curto prazo”.

A NOL, através da APL, é sétima no ranking do transporte marítimo de contentores, operando com 145 navios e com uma capacidade global de 580 399 TEU. No ano passado, a companhia colocou uma encomenda de dez navios, para serem entregues em 2013-2014.

A carteira de encomendas da APL atinge actualmente os 22 navios, com uma capacidade agregada de 204 484 TEU, de acordo com os dados da Alphaliner. Widdows não especificou quantos navios mais estará disposto a encomendar.

Consequência da reviravolta operada no sector no ano passado, em matéria de resultados, a NOL terminou o exercício com perto de mil milhões de dólares em caixa para investimentos.

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