A Mauritânia prepara a construção do seu primeiro porto de águas profundas. As obras arrancam, ainda em 2018, na cidade de Nouadhibou, a segunda maior cidade do país, com uma população de 120 mil pessoas.

O anúncio da construção do porto foi feito esta semana por Mohamed Ould Daf, presidente da Zona Franca de Nouadhibou (ZFN), num fórum de investimentos. O mesmo responsável indicou que o estudo de viabilidade para o projecto já foi concluído.

A Mauritânia, que tem uma população de 4,3 milhões e um PIB nominal de cinco mil milhões de dólares é 90% deserto. Possui grandes depósitos de minério de ferro, ouro e cobre, além de ser risco em pescas.

A economia do país magrebino está pronta para um rápido crescimento após a descoberta de jazidas offshore de petróleo e gás. Carece, porém, das infra-estruturas necessárias para as exportações.

O novo porto será desenvolvido como zona de comércio livre para atrair investimento estrangeiro. Um pequeno porto foi construído na cidade pelos chineses na década de 1980. Foi, então, projectado para movimentar 500 mil toneladas de carga por ano, mas em 2009 tentava processar três vezes esse volume.

Ould Daf avançou que o novo porto de Nouadhibou terá fundos de -18 metros – o suficiente para acomodar mega-navios – e que “mudará radicalmente o cenário comercial na sub-região” para pesca, exploração mineira e comércio. O presidente da ZFN acrescentou que esses sectores sofrem, na Mauritânia, com custos de transporte proibitivos.

 

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