As obras do terceiro jogo de eclusas do “novo” Canal do Panamá poderão ser suspensas amanhã, consequência de mais uma greve, ameaçando o prazo de inauguração do canal em Abril de 2016.

Canal do Panamá

O Suntracs (Sindicato Único Nacional de Trabalhadores da Indústria da Construção e Similares) reclama um aumento de salários de 8,9%, desde Julho, tal como previsto no contrato colectivo de trabalho.

O GUPC (Grupo Unidos pelo Canal), consórcio liderado pela espanhola Sacyr e integrado pela italiana Impregilo, a belga Jan de Nul e a panamiana CUSA, sustenta que o aumento não está previsto no contrato assinado em 2014.

O presidente da ACP (Autoridade do Canal do Panamá) diz que o país “já não aguenta mais uma greve no projecto de ampliação do canal” e reclama um rápido entendimento entre as partes, que evite a paralisação por tempo indeterminado, a partir de amanhã, dos cerca de 6 000 trabalhadores.

No ano passado, uma outra greve parou os trabalhos durante cerca de duas semanas, comprometendo a inauguração do terminal em Dezembro de 2015. Uma nova greve poderá colocar em risco o novo prazo de Abril de 2016. Cada dia de atraso representará uma perda de receitas de um milhão de dólares para a ACP, diz a própria.

A ampliação do canal do Panamá permitirá a passagem de navios de até 14 000 TEU, cerca do triplo dos actuais.

 

 

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