O novo sistema de tarifas a cobrar pelo SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras), recentemente publicado em Diário da República, está a ser fortemente contestado pelos agentes de navegação, em particular os que representam operadores de navios de cruzeiros.

Para os mais críticos, as novas tarifas, que deverão em vigor nos primeiros dias de Janeiro, poderão representar a machadada final no negócio dos cruzeiros nos portos nacionais, com os operadores a divergirem as escalas para outras paragens.

Uma fonte do sector avançou ao TRANSPORTES & NEGÓCIOS           que no caso de um navio de cruzeiros de última geração o acréscimo dos custos por escala num porto nacional pode rondar os 7 500 – 8 000 euros. Só em resultado da aplicação do novo tarifário.

As críticas aos aumentos são mais ou menos generalizadas, mas uma taxa é particularmente visada: a cobrança de dois euros por passageiro autorizado a vir a terra. O que leva os mais ácidos a questionarem se o propósito da vinda dos navios de cruzeiro a um porto será levar os passageiros a gozarem as vistas da cidade a partir das janelas do navio?…

As novas tarifas são justificadas pelo Governo com o reforço dos meios humanos e materiais do SEF, nomeadamente “o investimento em soluções tecnológicas inovadoras ao nível mundial: o Reconhecimento Automático de Passageiros Identificados Documentalmente (RAPID) e o Processo Automático e Seguro de Saídas e Entradas (PASSE).

O anúncio das novas tarifas do SEF acontece no final de um ano em que o negócio dos cruzeiros nos portos nacionais deverá superar a fasquia do milhão de passageiros.

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