Face à contestação dos operadores económicos, liderada pela Agepor, o Governo decidiu adiar por seis meses a aplicação das novas taxas do Serviço de Estrangeiros e Froteiras (SEF).

Os aumentos, anunciados para entrarem em vigor no passado dia 1 de Janeiro, oneram particularmente os navios de cruzeiros. Nomeadamente com a imposição de uma taxa de dois euros a cada turista que queira sair do navio, entre outras.

Ao TRANSPORTES & NEGÓCIOS, Belmar da Costa, director executivo da associação dos agentes de navegação, quantificou em “7 500 a 8 000 euros” o acréscimo de custos a suportar por um navio de cruzeiros de última geração em cada escala em portos nacionais.

No início de Janeiro, Belmar da Costa escreveu ao Primeiro Ministro a alertar para o problema. A resposta terá chegado agora. As novas taxas ficam suspensas durante seis meses, e mesmo no segundo semestre não se aplicarão aos turistas que tenham contratado as respectivas viagens ainda no ano passado.

Em 2010 foram mais de um milhão os cruzeiristas que escalaram os portos nacionais, com destaque para o Funchal e para Lisboa.

 

 

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