As companhias de transporte marítimo estão a perder dinheiro com 85% dos porta-contentores que operam a rota Ásia-Norte da Europa, alerta a Drewry Maritime.

Triple-E

A consultora sublinha que as perdas acontecem mesmo quando os navios viajam no máximo da sua capacidade. Se se considerar uma taxa de ocupação de apenas 90%, então todos os navios darão prejuízo a cada viagem, acrescenta.

Na prática, os 85% referidos incluem quase todos os navios com capacidade inferior a 15 000 TEU.

A Drewry Maritime esclarece que este cenário deve-se à queda do preço médio do frete em 2015. Segundo a consultora, o valor médio entre Xangai e Roterdão está em queda há 11 semanas e atingiu em Março o valor mais baixo desde Dezembro de 2011, na casa dos 450 euros.

Para combater esta falta de rentabilidade na rota Ásia-Norte da Europa, as companhias estão a reduzir o número de rotações, visando com isso diminuir a oferta e pressionar o preço em alta. Sintomático foi o adiamento da viagem inaugural do MSC Oscar, o novo “gigante” da MSC. A Drewry Maritime vai avisando, porém, que essa não será mais do que uma solução de curto prazo.

Ainda assim, a Drewry admite que o sector possa repetir este ano os lucros de seis mil milhões de dólares registados no ano passado. Para tal contribuirão a redução do preço do combustível e as sinergias conseguidas com as mega-alianças. Mas para isso será também essencial que a baixa dos fretes seja travada.

De qualquer modo, nota a consultora, os lucros do sector são realizados essencialmente por uma minoria de operadores (com a Maersk Line destacada à cabeça). Porque a rendibilidade média permanece muito baixa, na casa dos 2,8%.

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