Em obras há 15 anos, o Novo Aeroporto Internacional de Luanda (NAIL) vai ser modernizado, em termos de engenharia e funcionalidade, anunciou em Luanda o ministro dos Transportes.

 

Ricardo de Abreu disse que a intervenção resulta de informações constantes de um memorando sobre o estado de execução da obra, aprovado quinta-feira em Conselho de Ministros, sendo que as alterações visam adequar a estrutura aos padrões actuais de modernidade e de conforto dos passageiros.

“Estamos a falar de um projecto que se iniciou há dez anos, cuja concessão também é muito antiga”, afirmou o ministro, numa referência à obra em edificação na comuna do Bom Jesus, no município de Icolo e Bengo, a 30 quilómetros de Luanda.

Rodrigo Januário, director-geral da Mace Group, empresa a quem foi adjudicada a fiscalização do projecto, disse em Junho de 2018 que as obras de construção do Novo Aeroporto Internacional de Luanda ficariam concluídas em 2020 “caso não se venham a verificar constrangimentos de ordem financeira.”

O ministro dos Transportes, citado pela “Angop”, assegurou agora que existe reserva financeira, por parte do Ministério das Finanças, para se avançar com as alterações propostas.

Em Outubro de 2017, no decurso de uma visita ao empreendimento pelo Presidente João Lourenço, o ministro dos Transportes, Augusto Tomás, informou que o NAIL, em construção desde 2004 por empreiteiros chineses, só deveria iniciar a operação em 2019, dois anos depois do inicialmente previsto. Março de 2020 é, porém, a data agora anunciada.

A construção está a cargo da empresa China International Fund Limited (CIF), contratada pelo governo angolano por 3 800 milhões de dólares, tendo os equipamentos sido encomendados à empresa China National Aero-Technology International Engineering Corporation pela soma de 1 400 milhões de dólares.

O Novo Aeroporto Internacional de Luanda poderá acolher até 15 milhões de passageiros por ano, sendo dez milhões do tráfego internacional e cinco milhões do nacional.

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