O Canal do Panamá alargado recebeu no domingo o 4 000.º navio neo-panamax. Sinal dos tempos, a sorte coube a um navio de transporte de GNL.

Não pára de aumentar o trânsito de navios neo-panamax através do Canal do Panamá. Desde a inauguração das novas eclusas, foram já 4 000 a usar a via que liga os oceanos Atlântico e Pacífico.

E o ritmo de procura é crescente. Se até aqui, em média, foram precisos seis meses para contar mil neo-panamaz no Canal, agora bastaram quatro meses para passar dos 3 000 para os 4 000 navios.

A crescente procura é ainda mais evidente entre os navios  de transporte de GNL, que já representam 10% do movimento total de neo-panamazes. E foi um deles, o Maria Energy, o 4 000.º a passar no Canal, no caso no sentido Sul (Atlântico – Pacífico).

“O crescimento constante do tráfego de neo-panamaxes reflecte a confiança dos nossos clientes no Canal expandido”, comentou a propósito o administrador da Autoridade do Canal do Panamá, Jorge Quijano.

“Isso reafirma o valor e o impacto que a nossa rota tem tido no comércio marítimo global, incluindo o segmento de GNL, em rápido crescimento”, acrescentou, citado em comunicado.

Os porta-contentores representam cerca de 52% do tráfego de neo-panamaxes no Canal do Panamá. Os navios de transporte de GPL valem 27% e os de GNL 10%. Graneleiros, navios de transporte de veículos e cruzeiros garantem o restante.

 

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