O Canal de Panamá ampliado celebrou ontem o primeiro ano de operações., tendo superado as expectativas em termos de movimentos.

Canal do Panamá - Panamax

Um total de 1 535 navios neo-panamax passou pelas novas eclusas, de acordo com a Autoridade do Canal do Panamá (ACP). Jorge Luis Quijano, administrador da ACP, afirmou a propósito que o tráfego registado no primeiro ano “excedeu em 25% as expectativas iniciais”.

A tonelagem média dos navios que cruzam a infra-estrutura aumentou 22,2% desde a inauguração das novas eclusas. A maioria dos navios neo-panamax tinha 10 500 TEU de capacidade, mas em Junho já houve três de 13 000 TEU a passarem no Canal do Panamá (alinhados pela Ocean Alliance).

Uma média de 5,9 navios transita diariamente pelo Canal expandido, superando a previsão inicial de dois a três durante o primeiro ano de operação, indica a ACP.

Os porta-contentores representam 51,3% do tráfego, seguidos por navios-tanque de gás de petróleo liquefeito e navios-tanque de gás natural liquefeito, que representam, respectivamente, 31,5% e 9,1%. Outros segmentos como graneleiros, petroleiros, car-carriers e navios de passageiros também transitaram pelas novas eclusas.

MSC lidera

A MSC foi a companhia que mais vezes utilizou o “novo”  Canal do Panamá no último ano, sendo seus 11,9% dos movimentos registados. Seguiu-se-lhe a MOL (com uma quota de 10,9%), a Shell (8,5%), a Evergreen (7,6%), a Helios (5,3%), a Cosco (4,9%), a Swiss Marine (4,5%), a BW Gas (3,6%), a Cheniere Marketing (3,5%), a CMA CGM (3,1%), a Yang Ming (2,9%) e a K Line (2,8%).

NYK, com 1,7%, Maersk Line, com 1,5% e Hamburg Sud, com 1%, estão entre as grandes companhias que menos utilizaram o Canal nos últimos 12 meses.

 

 

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