O “novo” Canal do Suez reduz o tempo de trânsito dos navios de 18 para 11 horas, o que permite diminuir os custos da operação entre 5% e 10%, conclui o estudo “O Novo Canal do Suez: Impacto Económico no Tráfego Marítimo no Mediterrâneo”, que a consultora italiana SRM, do Intesa Sanpaolo, desenvolveu em parceria com o AlexBank.

Canal do Suez

 

A análise prevê ainda reflexos positivos nos sectores dos transportes, da logística e do turismo e em todas as actividades relacionadas com os fluxos marítimos, devido ao desenvolvimento do Canal, bem como em oportunidades de investimento e novos projectos que o governo do Egipto pretende implementar na área do Suez.

O estudo conclui ainda que o novo Canal poderá permitir à região reforçar a posição como um dos maiores centros logísticos do mundo.

“A expansão do Canal do Suez oferece à economia egípcia, além das receitas directas importantes para o país, um tremendo potencial de crescimento. Representa oportunidades para desenvolver um grande número de projectos no sector industrial e logístico, capaz de alimentar outros fluxos de investimentos nacionais e estrangeiros que aumentarão o emprego e a riqueza para a população na região”, referiu, na apresentação realizada na Embaixada de Itália no Cairo, o CEO e director-geral do AlexBank, Dante Campioni.

O “novo” Canal do Suez é o resultado da duplicação e melhoramentos daquela via navegável, numa extensão de cerca de 70 quilómetros, num investimento de cerca de oito mil milhões de dólares. A obra demorou menos de 12 meses a ser concluída, tendo sido inaugurada em Julho passado.

Com o alargamento, os navios podem agora cruzar-se em 50% da extensão do canal do Suez, o que reduziu o tempo de navegação e também os tempos de espera em ambas as entradas da via.

 

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