O Governo não quer subconcessões das empresas de transporte público de Lisboa e Porto, mas a decisão sobre o novo modelo ainda vai demorar pelo menos dois meses.

Metro de Lisboa

Em declarações aos jornalistas, após uma visita ao Metropolitano de Lisboa seguida de uma reunião com trabalhadores, o secretário de Estado do Adjunto e do Ambiente, José Mendes reiterou que “a posição do Governo é que não haja subconcessões”.

“O modelo que vai ser adoptado está a ser estudado e ainda não há mais nada a adiantar nessa matéria”, acrescentou o governante, sublinhando que a decisão “não é algo que se faça em menos de um par de meses”.

O secretário de Estado agendou para esta quarta-feira uma visita às empresas de transportes públicos de Lisboa, incluindo reuniões com as organizações representantes dos trabalhadores, estando previsto que ainda esta semana desenvolva contactos semelhantes nas empresas do Porto.

Depois de ter determinado a suspensão dos processos de subconcessão e de ter solicitado às empresas toda a documentação relacionada com os concursos lançados pelo anterior Governo, o Ministério do Ambiente definiu um prazo da ordem dos dois meses para decidir a reversão das subconcessões. Como foi acordado entre o PS e PCP, Bloco de Esquerda e Verdes, o processo irá voltar atrás, mas no caso do Metro do Porto deverá ser lançado um novo concurso para a subconcessão do serviço, tendo em conta os estatutos desta sociedade.

 

 

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  1. Estou de acordo com a posicao do governo, mas tal como e referido no final, a concessao do metro do porto e diferente das outras pelos proprios estatutos.
    Seria bom que o governo avancasse rapidamente com esta no sentido da dar estabilidade aos trabalhadores do metro do porto, foi gerido pela transdev que tem feito um bom trabalho e que ganhou mais uma vez a concessao e ja conhece bem o exercicio.