As exportações de carvão moçambicano através do novo terminal do porto de Nacala deverão iniciar-se em Dezembro de 2014.

Responsáveis do Corredor Logístico Integrado de Norte (CLIN), uma parceria entre a Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique e a brasileira Vale, citados pelo “Notícias” de Maputo, disseram que o terminal carbonífero, a partir do qual será escoado o carvão extraído em Moatize, na província de Tete, terá capacidade para 18 milhões de toneladas/ano.

Além da construção do terminal de carvão, o CLIN vai construir uma linha de caminho-de-ferro com uma extensão de 912 quilómetros, que parte da região carbonífera de Moatize, passa pelo vizinho Malawi e pela província de Nampula, onde serão reparados 684 quilómetros da actual linha e construídos 228 quilómetros de nova linha até ao porto de carvão na ponta Namuachi, na baía de Nacala.

A linha de caminho-de-ferro terá uma capacidade de 40 milhões de toneladas por ano, 30 milhões dos quais reservados para a Vale, sendo a restante capacidade colocada à disposição de outras empresas ou particulares.

Ambos os empreendimentos, a serem construídos de raiz, exigirão um esforço financeiro estimado em 1,5 mil milhões de dólares, a ser garantido pelo CLIN, em que a subsidiária do grupo brasileiro Vale, a Vale Moçambique, tem uma participação de 80%.

A portuguesa Mota-Engil é a responsável pela construção da nova via férrea no Malawi.

 

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