Apesar do prolongamento do prazo inicial para apresentação de propostas, o concurso para a concessão do novo terminal de contentores do porto de Cádiz ficou deserto. A autoridade portuária poderá agora tentar o ajuste directo para dar utilidade a um investimento de 120 milhões de euros.

Terminal de contentores de Cádiz

Apesar da aparente falta de interessados, a Autoridade Portuária da Baía de Cádiz (APBC) mantém o objectivo de colocar a estrutura em funcionamento no prazo de dois anos. Uma fonte citada pelo “Diário de Cádiz” indica que pelo menos “um par” de operadores de terminais mostrou interesse na exploração e já visitou a área onde será instalado o terminal.

Desde a APBC salientam que a ausência de propostas no concurso “entra na normalidade neste tipo de procedimentos complexos, como demonstram exemplos recentes em portos próximos”.

Destaca, além disso, a mesma entidade que o porto andaluz tem pontos fortes, como a localização junto ao Estreito de Gibraltar e a capacidade para receber navios de grandes dimensões.

Projecto iniciado em 2010

A construção do novo terminal de contentores de Cádiz foi lançada já no final de 2010, para estar operacional em meados de 2015. O projecto contemplava uma área inicial de 19 hectares, num terrapleno ganho ao mar, com uma frente de cais de 598 metros e fundos de -16 metros.

O investimento na construção ronda já os 120 milhões de euros. A União Europeia deveria financiar cerca de metade daquele valor, através do Feder, mas as verbas não terão sido ainda desbloqueadas. O mesmo se diga do financiamento do restante por parte do BEI.

No concurso que agora ficou deserto estava em causa uma concessão por 35 anos, prorrogável por 15. O futuro concessionário teria de iniciar as operações no prazo de 18 meses sobre a assinatura do contrato, ocupando uma área mínima de seis hectares, e teria ainda de garantir fluxos mínimos de contentores.

 

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