O novo terminal de contentores de Leixões, previsto no Plano Estratégico de Transportes (PET) deverá ser apresentado no primeiro trimestre do próximo ano. A TCL assume-se como candidata à concessão.

Tal como o TRANSPORTES & NEGÓCIOS avançou em primeira mão, o novo terminal nascerá no actual Terminal Multiusos (junto ao Molhe Sul) e ocupará também parte da área actualmente reservada às actividades da Docapesca (que será preservada).

A frente de cais do Mulitusos, actualmente de 180 metros, será prolongada até aos 550 metros (o Terminal de Contentores Sul, por exemplo, dispõe de 530 metros de frente de cais), e os fundos serão aumentados até aos -14 metros de modo a permitir a entrada e operação de navios de maiores dimensões. Actualmente com fundos de -12 metros, Leixões apenas pode receber navios Panamax. Para armazenamento das cargas estarão disponíveis 20 hectares.

Cerca de 160 milhões de euros é o montante do investimento previsto. O novo terminal terá capacidade para movimentar cerca de 600-650 mil TEU/ano. Sensivelmente o mesmo do actual terminal de contentores (Norte e Sul).

A recente “explosão” do movimento de contentores em Leixões tornou ainda mais evidente a necessidade de ampliar a capacidade do porto de nortenho. Não por acaso, Brogueira Dias, presidente da APDL, pré-anunciou a apresentação do novo terminal no primeiro trimestre de 2013 na cerimónia que assinalou a movimentação de 600 mil TEU no TCL.

A concessão do novo terminal será sujeita a concurso internacional. Entre os concorrentes estará, já se sabe, a TCL, actual concessionária do terminal de contentores de Leixões.

Ao TRANSPORTES & NEGÓCIOS, Lopo Feijó, administrador da empresa do grupo Mota-Engil, reafirmou a intenção de concorrer, ao mesmo tempo que insistiu na necessidade de se garantir às concessões a dimensão e a massa crítica necessárias para financiar os pesados investimentos necessários ao equipamento e à operação de um terminal.

Aos que defendem as vantagens da existência de mais do que um operador dentro do mesmo porto, Lopo Feijó retorquiu que a concorrência deve ser feita entre os portos e não dentro dos portos.

Se tudo correr pelo melhor, o novo terminal de contentores de Leixões estará operacional em finais de 2016, princípios de 2017.

 

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